Uso da Elastografia Hepática por Ultrassom: Aplicações Clínicas e Técnicas

A elastografia hepática por ultrassom é uma ferramenta não invasiva importante para a avaliação da rigidez hepática, refletindo a presença de fibrose e cirrose. Existem diferentes tipos de aparelhos e técnicas, entre as quais destacam-se a point-shear-wave (pSWE) e a 2D-shear-wave elastography (2D-SWE).

 

No point-shear-wave a medição é realizada com um transdutor convencional, que envia ondas de cisalhamento e determina a velocidade de propagação das ondas no tecido hepático. Já a 2D-shear-wave elastography permite uma visualização em tempo real da distribuição da rigidez hepática em toda a área analisada, proporcionando uma avaliação mais precisa e uma medição volumétrica da elasticidade do fígado.

 

As principais patologias que se beneficiam da elastografia hepática incluem cirrose hepática, fibrose hepática, hepatite crônica (especialmente a viral e a alcoólica), e doenças hepáticas gordurosas, como a esteatose hepática. A elastografia tem mostrado alta acurácia na detecção da fibrose, com grande valiação clínica no monitoramento de doenças hepáticas crônicas, permitindo a avaliação da progressão ou regressão da fibrose após tratamentos específicos.

 

Além disso, o acompanhamento dos pacientes por elastografia hepática pode ser realizado de maneira periódica, proporcionando uma avaliação dinâmica e não invasiva da evolução da doença hepática.

 

Outra técnica inovadora é a quantificação da gordura hepática realizada através de técnicas de ultrassom, que quantifica a presença de gordura no fígado, auxiliando no diagnóstico, graduação e seguimento da esteatose.

 

 O exame ultrassonográfico multiparamétrico do fígado, por sua vez, combina modo B, Doppler hepático, elastografia e quantificação de gordura, oferecendo uma avaliação abrangente das condições do fígado, além de ajudar a diferenciar entre doenças simples e complicadas, como a fibrose associada à esteatose.

 

A integração dessas modalidades de imagem permite um acompanhamento mais preciso e a personalização do tratamento, tornando a elastografia hepática um recurso essencial na prática clínica para o manejo das doenças hepáticas.

Dr. Paulo Ricardo Sousa Frota de Almeida CRM-CE 17521 - RQE 11537 Médico radiologista com subespecialidade em Neurorradiologia & Cabeça e Pescoço pelo Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo. Médico e diretor clínico do Centro Trajano Almeida. Médico e coordenador nacional da neurorradiologia do Grupo Hapvida NotreDame Intermédica.

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