
CRIO celebra 51 anos de pioneirismo na oncologia do Ceará com ampliação de parque tecnológico
Referência no tratamento de alta complexidade e parceiro histórico do SUS, Centro Regional Integrado de Oncologia consolida tríade de aceleradores lineares e projeta futuro focado em medicina personalizada.
O Centro Regional Integrado de Oncologia (CRIO) celebra, em 2026, 51 anos de atuação na assistência oncológica no Ceará. Fundada com o objetivo de suprir a carência regional em tratamentos especializados, a instituição chega a mais de meio século consolidada como referência nacional em alta complexidade, conciliando a evolução técnica de ponta à sustentabilidade de sua gestão.
Ao longo de mais de cinco décadas, a história do CRIO confunde-se com a própria evolução da radioterapia e da oncologia no estado. Desde os primeiros passos operacionais até a consolidação de um ecossistema de cuidado integral, a clínica estabeleceu uma parceria estratégica com o Sistema Único de Saúde (SUS), garantindo o acesso democrático a protocolos de excelência médica para a população cearense e de estados vizinhos.
Como reflexo dessa maturidade e do compromisso social, o CRIO impulsionou, há duas décadas, a criação da Associação Nossa Casa, entidade parceira que oferece suporte social, acolhimento e assistência integral a pacientes oncológicos em situação de vulnerabilidade econômica durante o período de tratamento.
Para além do marco histórico, o cinquentenário do CRIO é consolidado por investimentos robustos em tecnologia médica e infraestrutura. Recentemente, a instituição expandiu o seu parque tecnológico com a aquisição do acelerador linear Elekta Infinity. O equipamento de alta performance passou a integrar o serviço ao lado dos modelos Versa e Harmony Pro.
Com essa tríade tecnológica em operação, o CRIO viabilizou a aplicação de técnicas avançadas no estado, como a radiocirurgia e a radioterapia estereotática extracorpórea (SBRT), que destroem tumores de forma milimétrica sem lesionar os tecidos saudáveis adjacentes.
A integração das máquinas é gerida pela tecnologia D-Met, que permite o compartilhamento de planejamento e matriz de dados entre os aparelhos. Essa conectividade garante flexibilidade logística: em caso de sobrecarga de um equipamento, o paciente é transferido para outro sem a necessidade de novos exames, otimizando o tempo e evitando interrupções na terapia.
A modernização reflete-se diretamente na capacidade de atendimento e na agilidade assistencial. Com a operação do Elekta Infinity, a capacidade operacional foi ampliada em até 70 pacientes por dia, significando um acréscimo de pelo menos 90 novos pacientes atendidos mensalmente. O uso de protocolos hipofracionados (que entregam doses mais potentes em menos sessões) reduziu drasticamente o tempo total do paciente em tratamento.
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